
A
definição correta do que é um Projeto de
Luminotécnica poderia gerar uma discussão
infinita....
Mas, na minha humilde opinião, o profissional da
área deve conhecer bem o ambiente que vai iluminar;
entrevistar as pessoas que solicitaram os serviços
dele para identificar o estilo os desejos e
descobrir as exigências fundamentais delas. O estudo
do espaço a ser iluminado e as finalidades pelo qual
é destinado são aspectos considerados. Residências e
escritórios de criação em geral requerem um cuidado
distinto e personalizado do tipo caso a caso.
Museus, fabricas, ambientes esportivos, lojas de
carros e roupas, supermercados, teatros e afins são
ambientes com acesso direto de publico em geral por
isso são utilizadas as tabelas da
ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas
- e registradas no
INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia,
Normalização e Qualidade Industrial - As
tabelas fornecem os valores mínimo, médio e máximo
de iluminamento (E) em função do tipo de atividade
visual que será desenvolvida no local.
Hoje para fazer Projetos de Iluminação em geral é
necessário ter as tabelas ABNT e INMETRO. Uma
medição da luz natural existente no espaço é outro
instrumento útil para uma correta iluminação
artificial. A medição do grau de reflexão e/ou
refração da luz sobre os objetos decorativos, as
paredes, os pisos e tudo que pode interferir na luz
artificial proposta é o primeiro passo do projeto.
No caso de uma residência ou um escritório ainda em
construção ou em planta baixa os parâmetros de
reflexão, refração são calculados sobre os dados
fornecidos por coeficientes standard presentes em
muitos softwares de calculo luminotécnico.
A DATORE LUCI dentro das diretrizes de um
projeto coloca a própria preocupação ambiental
visando á realização de um projeto que tenha conto
do impacto ambiental que gera com o consumo
energético. Por isso, a manutenção assim como a vida
útil dos aparelhos é fator preponderante nos
cálculos de custo e beneficio do projeto.
O selo
PROCEL - Programa de Combate ao Desperdício de
Energia - ou equivalente de outros países do
mundo é um dos nossos critérios de avaliação de uma
luminária ou de uma lâmpada ou de qualquer
equipamento eletrônico que tenha alguma função no
projeto luminotécnico.
A ESTÉTICA DA LUZ E O DESIGNER DAS LUMINÁRIAS.
O
diálogo entre arquitetura, decoração e
iluminação é desde os primórdios da construção
habitacional um fluxo continuo de idéias
inovadoras. Em todas as épocas à tendências do
“momento” que inspiraram as gerações de
arquitetos e engenheiros. A estética da primeira
década do século XX foi marcada por vários
fabricantes e designer. Um exemplo por todos: os
lustres Tiffany paradigma dos anos 1900-1910.
“Um objeto que possua beleza e originalidade
está para além dos caprichos da moda.” – Louis
Comfort Tiffany, icone daqueles anos.
A escolha de uma luminária é feita a partir do
gosto do cliente. A função do Lighting designer
- a meu ver - é de sugerir, propor dentro das
diretrizes do cliente um leque de possíveis
luminárias que conseguem atender seja o lado
estético que o funcional-técnico.
Na escolha de uma luminária a máxima “tudo que é
caro é bom!” não se aplica. Hoje os fabricantes
estão preocupados na busca de soluções cada vez
mais acessíveis ao poder aquisitivo dos
clientes. De qualquer forma um objeto de design
original nas formas e conteúdo tecnológico
sempre vai agregar um valor múltiplo de fatores
emocionais e não.
Max Bense, alemão, filosofo e escritor e autor
de um tratado sobre estética dos anos sessenta
dizia que os objetos de design tem
características em comum aos objetos de arte em
função da estética proposta e apesar de ser
totalmente reprodutíveis ao infinito - e não
peças únicas - os objetos de design são pontos
de encontro entre as necessidade das funções e a
inovação estética.
Enfim um Projeto de Luminotécnica quando é
bom... a gente nunca cansa de ver!!
Carmine D’Amore
Carmne D'Amore
é membro da:
CURRÍCULO
- CARMINE D´AMORE
-
Autodidata e
cursos profissionais em luminotécnica teatral,
museu, residencial em Milão, Paris, Rio de
Janeiro;
-
Atualmente
estudante de Língua e Cultura Italiana ICoN
especialização em Musica Teatro e Cinema
italiano;
-
Inicio da carreira
com um espetáculo de dança “Ladri di Luna“, em
Nápoles Itália, 1984;
-
Em Milão sempre na Itália estreou
profissionalmente com “Neo” espetáculo de dança
contemporânea da companhia Luisa Casiraghi em
1986, Mestre Iluminador Claude Naville;
-
Na Cooperativa
Spettacolo Culturale di Milano, Bergamo e
Cremona executou algumas centenas de eventos de
teatro, dança, convetion e exposições até o ano
de 1992. Gostaria de mencionar o coreógrafo
Eugenio de Melo que me deu a oportunidade de
conhecer a cultura brasileira entre os outros
com os quais trabalhei;
-
Sempre em Milão no
“Teatro Lírico” participa da montagem de
“Palermo, Palermo” de Pina Bausch. 1990;
-
No “Teatro alla
Scala di Milano” participa da montagem de
“Doktor Faustus” libreto de Giacomo Manzoni
direção Bob Wilson figurino Gianni Versace em
1989;
-
Entre os anos 1989
e 1993 participa de vários programas de
televisão na Rai e no grupo Fininvest entre os
quais “Karaokê” em turnê na Itália com Fiorello;
-
Chega no Brasil em
1994.
|
Alguns trabalhos de teatro e dança no Brasil....
-
"Desatinos”
Direção: Guilherme
Sant’Anna
e Inês Aranha. 2008
-
“Um patinho
feio”
Direção G. Petean
2007
-
“Minha
mãe“
Direção: Inês
Aranha. 2007
-
“A soma de nós”
Direção: Eduardo
Figueiredo. 2007
-
“Oceano mar”
Direção: Inês
Aranha, 2006
-
“A saga da
bruxa Morgana”
Direção: Claudia
Borioni. 2006
-
“Vilões do
Brasil”
Direção: artística
Myriam Taubkin, 2005
-
“A vida intima
de Laura“
Direção: G. Petean,
2004
-
“O fantasma
apavorado“
Direção: Eduardo
Figueiredo. 2004
-
“A Besta na
Lua”
Direção: Maria
Thaís. 2002-2003
-
“Risco de Vida”
Direção: Alberto
Guzik, 2001
-
“Sacromaquia”
Direção: Maria
Thaís
Indicado ao Prêmio · Shell de Iluminação
ano
2000
-
“Salomé, ensaio
de um retrato”
Direção: Christian
Duurvoort, 2000
-
“Show de
Escova”
Show do cantor e
compositor em
São Paulo, 1997-1998
-
“NÁufrago – A
imagem do azul"
Direção: Mauricio
Paroni de Castro, 1996
-
“Eu me Lembro”
Direção:
Ulisses Cruz,
Participação: Irene Ravache, 1995
-
“A casa de
Orates“
Direção: Brian
Penido . 1995
-
“Corpo a Corpo”
Direção: Eduardo
Tolentino, 1994
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Algumas exposições no Brasil...
-
“26 Bienal de
Arte Moderna"
Pavilhão da Bienal. Parque Ibirapuera,
São Paulo. 2004
-
“J.R. Duran –
Fotografias"
Museu de Arte Brasileira da FAAP.
São
Paulo, 2003
-
“Quota de Arte
– Victor Dubugras – Precursor do Modernismo”
Espaço Caixa da Paulista,
São Paulo,
2002
-
"A Comédia Urbana: de Honoré
Daumier a Araújo Porto-Alegre"
Museu MAB – Museu de Arte Brasileira FAAP,
São Paulo, 2003
-
“José Zaragoza”
Museu de Arte Brasileira da FAAP,
São
Paulo, 2003
-
“Da
Antropofagia a Brasília”
Museu de Arte Brasileira da FAAP,
São
Paulo, 2002
-
“China, Arte do
Cotidiano, Arte Contemporânea”
Arte dos Imperadores Museu de Arte
Brasileira da FAAP,
São Paulo, 2002
-
“Kôguei -
Artesanato Contemporâneo do Japão"
Museu de Arte Brasileira da FAAP.
São
Paulo, 2000
-
“Nins–Retratos de crianças dos
séculos XVI ao XIX ”
Museu
MAB – Museu de Arte Brasileira FAAP,
São Paulo, 2000
-
“Os Britânicos
no Brasil”
Centro Brasileiro Britânico, São Paulo
e Palácio Itamaraty, Brasília 2001
-
“Barão do Rio
Branco”
Palácio Itamaraty, Brasília, 2002
-
“O Século XIX
na Fotografia Brasileira”
Palácio Itamaraty, Brasília, 2000.
-
“Marquet“
Museu de Arte Brasileira da FAAP, São
Paulo, 1998
-
“Le monde de
Jean Coucteau”
Museu de Arte Brasileira da FAAP, São
Paulo, 1997
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Alguns trabalhos em luminotécnica no Brasil...
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The Lake SPA e
Restaurante
Amparo, São Paulo, 2008
-
Parque do
Abaeté
Sorocaba São Paulo, 2008
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Concessionária
Honda
Indaiatuba/SP, 2007
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Loja de Lustres
Yamamura
Shopping Parque
Dom Pedro, Campinas/SP, 2006
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Ginásio
Poliesportivo – Centro de Eventos Pe. Vitor
Coelho
Aparecida/SP. 2003
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Edifício
Residencial "Murano”
Incorporadora America Properties S/A,
São Paulo, 2002
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Edifício
Residencial “Verveine”
Incorporadora America Properties S/A,
2002
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Espaço
Multimídia “Sementes das Artes”
São Paulo, 2001
-
Salão principal
“Bar des Arts”
São Paulo, 2000
-
Museu MAB –
Museu de Arte Brasileira,
FAAP,
São Paulo. 1998
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Alguns trabalhos em residências no Brasil
As fotos das residências dos colecionadores de obras
de arte por motivo de respeito e segurança não podem
ser divulgadas, assim como mencionar o nome do
colecionador. Posso dizer que fiz o meu melhor e que
as obras estão ainda “vivas”
Este site é na memória do meu primeiro mestre Claude
Naville que no primeiro dia de ensaio com ele me
disse: “Carmine se você gostar mesmo de luz nunca
vai achar que esta trabalhando...você vai estar se
divertindo!
Tinha razão! Desde aquela época nunca mais
trabalhei...
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